sábado, 17 de novembro de 2007

CAPITULO 21 - AS LAMÚRIAS DE UM GUERREIRO

ENTRADA DO SANTUÁRIO DE AMON-

ALEXIAN: Muito bem, prepare-se, mostrarei o verdadeiro poder de um guerreiro de escorpião!

MILO: Está certo, me mostre o que você tem.

 

A unha escarlate de Milo cresce, e aparece a imagem dos dois se confrontando, e atrás de cada um a imagem de seu protetor: atrás de Milo um escorpião dourado; e atrás de Alexian um escorpião negro bem grande.

Milo parte para cima de Alexian com sua agulha escarlate numa velocidade incompreensível e tenta acertá-lo, mas a cada ataque Alexian esquiva, sumindo e aparecendo como se estivesse numa velocidade maior ainda. Milo ataca, e Alexian vai esquivando até esse desaparecer. Milo percebe que Alexian está atrás dele e manda seu RESTRICTION (RESTRIÇÃO); os braços de Alexian se juntam ao seu corpo, sendo preso pelo ataque, e Milo prepara-se para a investida.

 

MILO: Agora! SCARLET NEEDLE (AGULHA ESCARLATE)

 

Milo dispara uma das agulhas, mas nesse mesmo momento Alexian dá um sorriso como se estivesse muito confiante, e com seus braços juntos destrói a restrição psíquica de Milo. Com o braço que estava atrás ele acerta um soco na parte da barriga de Milo. Em câmera lenta aparecem varias pequenas rachaduras no local do soco, e ele é jogado longe com a pressão do golpe, mas cai em pé.

 

ALEXIAN: Hahaha, acha mesmo que pode comigo, Milo?

MILO: Veja por você mesmo...

 

Alexian não percebe, mas foi atingido por uma agulha. No momento em que percebe isso, ele começa a sentir uma dor frenética mas contém-se, colocando a mão em sua ferida, que fica na altura de seu ombro.

 

ALEXIAN: Pelo visto você é mais ágil do que eu imaginava, mas veremos se um escorpião é páreo para o escorpião-rei!

 

Toda a areia do deserto começa a tremer.

 

MILO: Mas... O que é isso?

ALEXIAN: O que é isso? Eu sou o escorpião rei, o deserto é minha morada. Aqui é onde tudo é regido pelo meu cosmo, e você não terá a mínima chance.

 

Alexian faz um movimento com as mãos para frente e uma grande quantidade de areia se movimenta indo de encontro a Milo, que some e aparece mais ao lado. Alexian refaz o movimento e outra rajada de areia vai até ele, mas Milo ainda esquiva. Não contente com a situação Alexian começa a movimentar mais de um filete de areia para atingir seu oponente: são vários amontoados de areia, que vêm de todos os lados, tentando atingir Milo como se fossem uma braçada gigante. Milo, pulando, consegue desviar de várias delas no ar até cair no chão. Achando que está a salvo ele não presta muita atenção, mas todos os amontoados de areia vêm pelo alto, cercando-o por todos os lados, e o atingem de cima para baixo causando um grande estrondo de areia. Alexian sorri, mas de repente do meio da nuvem de areia sai Milo, com areia caindo pela armadura e cabelo, e pula na direção do Escorpião Rei, que manda mais um jato de areia estendendo sua mão, e ele sai da frente de seus pés para a direção do Escorpião Dourado, que esquiva e prepara-se do alto com sua agulha escarlate para acertá-lo. Quando Milo vai acertá-lo Alexian queima seu cosmo, causando uma explosão de areia em todo local. Milo é jogado pra longe sem muito dano, mas quando ele pisa na areia, Alexian da um pisão no chão, causando uma imensa onda de areia, que passa por baixo de Milo jogando-o longe. Ele cai, soterrado de areia, só com algumas partes de fora, incluindo seu rosto.

 

ALEXIAN: Milo, Milo, ainda não percebeu o abismo que separa nós dois? Há muito tempo atrás quis me tornar o cavaleiro de escorpião... Vejo que estava terrivelmente enganado.

 

Enquanto fala, Alexian levanta a mão aberta, e em seguida ele a fecha. A areia abaixo de Milo vai sugando-o para baixo, e ele tenta se segurar em algo, mas não há nada além de areia. Ele vai escorregando nela e sendo sugado, ela chega até o seu pescoço e vai enterrando-o vivo. Sua cabeça também afunda, sobrando só sua mão tentando pedir alguma ajuda, mas é em vão: Milo é enterrado vivo.

 

ALEXIAN: Realmente eu estava enganado, pensei que você fosse um inimigo à altura, mas estava enganado. Os guerreiros de Athena não são nada mais do que lixo.

 

Alexian cospe no local onde Milo foi enterrado e vai embora.

 

SALA DOS 3 DESTINOS

RUDIJU: Maldito, como ousa me desafiar? Você sabe muito bem que não tem chance.

KHAY: Engano seu, eu não tinha chances enquanto era Faraó de Amenófis IV, mas agora tudo é diferente.

RUDIJU: Aff. Como se fizesse alguma diferençaaaaaa!

Rudiju parte para cima de Khay, junta os braços cruzados no peito e em seguida abre-os.

KHAY: AQUATIC MIRROR (ESPELHO D´ÁGUA)

Uma barreira similar ao Cristal Wall é levantada, porém ela é azul clara, e parece que cada soco é absorvido pela defesa aquática. Rudiju soca ela até cansar, a cada soco a sala toda treme. Quando ele pára, Khay puxa todo espelho aquático, juntando-o todo na frente de seu peito, e dispara certeiramente em Rudiju, que é jogado acima de uma das passagens para os corredores e em seguida cai à frente dela. Sua testa começa a sangrar.

 

RUDIJU: Mas o que foi isso? Quanto poder acumulado nesse ataque, como pode?

KHAY: Simples: o poder não é meu, é o poder acumulado de todos os seus ataque.

RUDIJU: Então é isso. Acha que pode se esconder atrás desse espelho?

KHAY: Eu não preciso me esconder, basta você não saber quem sou eu de verdade.

 

Khay começa a aparecer em vários lugares diferentes como se estivesse se multiplicando. Rudiju fica tenso.

 

KHAY: E agora, Rudiju, como poderá saber a quem atacar se ao menos não sabe quem sou?

 

Rudiju pára com sua tensão e se acalma. Todos os Khays partem para o ataque contra Rudiju, que só aguarda. Quando todos eles estão chegando perto, Rudiju vira para sua esquerda e bate com a palma da mão no peito de Khay, paralisado-o.

 

KHAY: Como você....descobriu?

RUDIJU: Você esqueceu de meus poderes mentais. Descobrir em qual imagem havia uma grande atividade cerebral para mim é brincadeira de criança. Veja o que é uma técnica de verdade.

RUDIJU: BURN WOUNDS CURSE (MALDIÇÕES DAS CHAGAS DE FOGO)

Rudiju, com a mão aberta mantendo Khay suspenso e paralisado no ar, passa os dedos na sua testa que estava sangrando, e com seu sangue começa a escrever em egípcio no peito de seu adversário. De repente o que estava escrito em sangue pega fogo, e queima a armadura com uma marca negra de queimado. Rudiju faz um movimento para frente como se estivesse empurrando Khay, que voa contra a parede.

 

KHAY: Mas... o que é isso? Essas marcas... não saem, o que você fez?

 

Khay começa a tentar esfregar a marca na armadura, mas é em vão. Então ele levanta e se prepara para continuar o combate, mesmo preocupado com a marca. Rudiju apenas o aguarda na posição de defesa. Khay parte para a ofensiva e tenta acertar Rudiju, que esquiva de seus socos e chutes. Ele tenta contra-atacar, mas Khay some, reaparecendo atrás dele. Rudiju tenta se virar para se defender, mas é tarde: Khay acerta um soco em cheio no peito dele. Rudiju tenta se manter em pé, com a mão fechada de Khay em seu peito. Ele resiste e sorri, Khay não entende, porém em questão de milésimos de segundos ele começa a sentir algo no peito: ele está ardendo em chamas.

 

KHAY: Arghhhhh... quando foi....

 

Rudiju apenas contempla o sofrimento de seu ex-companheiro.

 

KHAY: Quando você me acertou? Foi tão rápido... eu não percebi.. mas o que?

 

Rudiju some e já aparece socando Khay, que tenta se defender, mas ainda sente a queimadura. Alguns socos são defendidos, outros pegam de raspão. Com a quantidade de socos e a dor que sente ele mal consegue se defender, mas vendo uma brecha nos ataques ele, com raiva, gira por baixo, acertando Rudiju com uma rasteira forte que o faz girar no alto, e Khay finaliza com um soco no meio da barriga quando ele ainda estava de lado no ar, fazendo-o voar contra algumas pilastras girando.

Quando Khay acha que fez uma boa ofensiva ele sente de novo uma absurda queimação, que não pára de arder em sua perna e em seguida em seu estômago.

 

KHAY: Arghhhhh... outra vez? Mas é impossível...

 

Rudiju levanta umas pilastras caídas em cima dele e se levanta, indo em direção a Khay.

 

(KHAY): Mas como pode, ele não pode ser tão rápido... não... não é isso, deve ser... a maldição.

 

Khay olha para as escritas em sua armadura e relembra da maldição evocada por Rudiju.

 

(KHAY): Sim! Não tem outra explicação, todos os locais onde atingi ele foram onde eu estou sentido a queimadura, então... é isso.

 

Khay em seguida retira sua armadura e fica de peito nu. Nela encontram-se apenas as marcas de queimadura.

 

KHAY: Acabou, Rudiju, sua maldição não funcionará mais comigo.

RUDIJU: Você tem certeza?

 

As marcas das escritas, que estavam na armadura de Khay, de repente reescrevem em seu peito também.

 

KHAY: Não... é possível.

RUDIJU: Tolo, uma vez possuído pela maldição a única coisa que lhe resta é a morte.

KHAY:....

RUDIJU: Desista, não pode me vender.

KHAY: Eu ainda tenho uma carta na manga.

RUDIJU: Ah, é... e o que vai fazer, tirar um coelho da cartola?

KHAY: Prepare-se para o golpe mais poderoso de Akenaton.

RUDIJU: Han?

KHAY: OVERWHELMING MEDITERRANEAN (MEDITERRÂNEO ESMAGADOR)

 

Khay queima seu cosmo de uma maneira magnífica, e de repente um tremor acontece.

 

RUDIJU: mas o que...!

 

De trás de Khay uma grande implosão vem do chão, onde uma estrondosa tromba dágua sai, e parece que psiquicamente segue uma trajetória que Khay deseja, indo furiosamente em direção a Rudiju, que fica espantado com o ocorrido, estende as duas mãos para frente e, sem deixar que a água entre em contato com ele, mantém uma pressão de ar à frente das mãos, mas a pressão é muito forte, e vai arrastando-o até a parede.

 

KHAY: É o seu fim, quando você tocar a parede você será engolido pelas Águas do Mediterrâneo.

 

Rudiju, preocupado, começa a queimar seu cosmo e ele se enche de chamas ao redor do seu corpo, elas vão ajudando a conter a água antes de jogá-lo contra a parede, mas a quantidade de água é muito grande...

 

RUDIJU: Maldito Khay! Hwoooooooooo!!!

 

Rudiju queima mais e mais seu cosmo, e vai evaporando totalmente toda água que chega até ele, até que o cosmo de Khay enfraquece e seu golpe cessa. Não dá para ver quase nada, pela quantidade de vapor que se encontra no local, só se escuta uma larga risada de Rudiju.

 

RUDIJU: Huahahahahahaha.... esse é seu grande golpe, o Mediterrâneo Esmagador? Que piada!

 

Aparece apenas o pé da armadura de Rudiju pisando no chão, onde contem algo esbranquiçado ali. Ele vai andando para frente, até seu cosmo criar um vendaval, que espalha todo o vapor, deixando ele e Khay à mostra, que parece estar arrasado.

 

KHAY: Uff, uff...

RUDIJU: Tolo, chegou a hora de você morrer!!!

KHAY: ETERNAL EMBALSAMENT (EMBALSAMENTO ETERNO)

RUDIJU: Mas o que, o que é isso?

 

O que estava abaixo de Rudiju, aquela poeira branca, não era nada mais nada menos do que o sal da água na qual foi evaporada. Parece que Khay consegue manipulá-la, e vai encaminhando-a até o corpo de Rudiju, que tenta se desvencilhar do sal, mas ele é tão minúsculo que é praticamente impossível: ele começa a penetrar no seu corpo que vai secando, secando, até o corpo inteiro de Rudiju ficar duro como uma múmia embalsamada.

 

KHAY: Uff. uff... acabou!

 

Nos corredores das salas dos 3 destinos, cada qual chega em cada templo correspondente ao fim do corredor. Seiya é o único que encontra um cavaleiro de ouro caído no chão, Aiolia...


SEIYA: Hã, quem é??? Aiolia!!! Aiolia, você está bem? Fale comigo.


Seiya corre e segura-o em seu colo. Aiolia está todo ensangüentado e com a armadura toda rachada. Ele olha para o outro lado e vê a armadura de Osíris vazia.


(SEIYA):Nossa, quem foi capaz de deixar a armadura de leão nesse estado? Será o dono daquela armadura? Será que ele ainda está aqui?


Seiya fica apreensivo e tenta acordar Aiolia logo.


SEIYA: Vamos, Aiolia, acorde, seja forte, vamos...
AIOLIA: Hã... o q...ue.. Seiya!!
SEIYA: Ainda bem que você está vivo, Aiolia, fiquei preocupado com você.
AIOLIA: Sim, estava lutando contra Osíris, um deus egípcio, eu consegui, ugh... der..rota-lo.
SEIYA: Agüente firme, Aiolia, é melhor você descansar por enquanto...
AIOLIA: Não... Não posso ficar aqui, o deus maior ainda não foi destruído...ugh..
SEIYA: Mas Aio...
AIOLIA: Não, temos que ir em frente, Seiya, vamos!
Seiya dá um sorriso alegre pela aparência confiante de Aiolia, e vai seguir com ele. Quando os dois vão correr, Aiolia sente um horrível dor no peito, causada pelo golpe direto de Osíris.
SEIYA: Aiolia, você está bem???
AIOLIA: Sim, sim vamos continuar!


Enquanto isso Hyoga segue correndo pelo corredor. Ele vê tudo congelado pelo templo de Hórus e acha muito estranho. Hyoga se pergunta quem pode ter feito isso com essa proporção, achando tudo esquisito. Ele continua seguindo o corredor após o templo, e depois de andar um pouco ele vê alguém andando até o templo de Amon-rá também.


HYOGA: Será que estou certo.. parece que tem alguém ali mais à frente... será...


Chegando cada vez mais próximo, Hyoga reconhece.


HYOGA: Mas é Camus... Camus!!! Mestre!!!
Camus pára de correr, e volta...
CAMUS: Hyoga??
HYOGA: Camus, fico feliz em ver o senhor lutando aqui também.
CAMUS: Mas o que você faz aqui? Você não deveria retornar ao santuário depois de sua missão?
HYOGA: Sim, mas não poderia deixar vocês lutando sozinhos contra esses deuses, foi o senhor que congelou aquele local daquela maneira? Tudo virou gelo, é impressionante, e... sua armadura, parece estar toda congelada pela superfície.
CAMUS: Sim, eu enfrentei Hórus. Foi uma luta dura, mas ainda estou em condições de lutar, mas é um absurdo desobedecer ordens do santuário assim, Hyoga, saiba que cometeu um terrível erro.
HYOGA: Sim, mas...
CAMUS: Volte já para o santuário e conte a Athena que suas missões foram bem sucedidas.
HYOGA: Mas...nós... não podemos.
CAMUS: Como?
HYOGA: Nós, como cavaleiros, temos algo a mais para lutar: nós lutamos pela amizade. É por isso que todos nós sobrevivemos a todas essas batalhas, as 12 casas, Poseidon, e até Hades e Apollo. Tudo isso é porque lutamos por uma causa, nossos entes queridos, nossos amigos e todas as pessoas que nós amamos, por isso decidimos vir aqui ajudar a vocês, cavaleiros de ouro. Foi lutando por isso que conseguimos superar a tudo.
CAMUS: Hyoga, Hyoga, você sempre superando minhas expectativas, eu me orgulho de você como meu discípulo.
HYOGA: Camus...
CAMUS: Então vamos logo, vamos atrás de Amon-Rá!
HYOGA: Sim!!


E no outro corredor Shiryu e Shun passam pelo Templo de Seth e encontram tudo muito destruído.


SHIRYU: Parece ter havido uma batalha muito grande aqui...
SHUN: Sim, mas não tem corpos de Heliópodos e nem de algum cavaleiro de ouro. É estranho, apenas esses soldados.
SHIRYU: Sim, mas vamos seguir de qualquer maneira, precisamos chegar ao templo de Amon-Rá.
SHUN: Sim.


Eles vão passar pelo templo de Seth, porém algo estranho parece estar acontecendo com as chamas das tochas, elas estão muito agitadas. Então as correntes de Shun começam a ficar tensas.

 

SHUN: Minhas correntes, estão tensas... apareça, quem quer que seja!!!

 

As chamas saem das tochas e se reúnem no alto. Tudo fica escuro, apenas sendo iluminado pela chama gigantesca central. Ela vai descendo até o chão e explode em chamas quando cai. Shiryu e Shun se protegem das labaredas, e abaixado aparece alguém em sombras. Ele vai se levantando, as chamas das tochas se acendem e ele aparece.

 

SHIRYU: Quem é você???

USERHAT: Eu sou Userhat de Benu.


Enquanto isso, quase na porta do Templo de Amon-rá, Kanon está chegando com Saga. Ele o coloca de pé antes em seu ombro e fala:

 

KANON: Chegamos... esse é o templo de Amon-rá!